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Uma dupla e tanto

Summary:

Um dia comum na vida de Diane Foxington e Senhor Lobo (no Brasil!).

Notes:

Depois de receber o convite para fazer conta no AO3 finalmente poderei postar fanfics aqui!!!! Aliás, eu estou a tipo MUITOOO tempo sem escrever assim então talvez pode ter alguns erros (além de ser minha primeira fanfic smut então errr...) mas espero que goste, caro leitor! Criticas construtivas são bem-vindas.

(Considere o final do segundo filme para essa fanfic, eu não li nenhum livro da franquia ainda)

Work Text:

O dia lentamente iria se clareando à medida que o sol nascia no horizonte daquela grande cidade. As cortinas da janela estavam abertas, permitindo que tanto a sua luz quanto o vento fresco da manhã invadissem aquele quarto de casal do apartamento. Tanto todo o apartamento quanto a suíte não eram nem muito grandes, nem muito pequenos, mas confortáveis na medida correta, principalmente para o casal.

Diane já estava desperta, sentada na cama com as costas apoiadas na cabeceira e o seu notebook apoiado em suas coxas, sobrepostas pela coberta. Era claro que não fazia tanto tempo desde que havia acordado, ainda estava utilizando apenas de sua calcinha e seu sutiã, ambos de renda e, comicamente, do tom rosa, além dos óculos de armação acinzentada, ajudando-a a enxergar a tela à sua frente. Suas orelhas, levemente abaixadas, apontadas para trás, demonstravam tanto o quão focada estava no que fazia quanto uma certa revolta.

Enquanto escrevia os relatórios do próximo, os únicos barulhos que podia escutar eram o de sua própria respiração lenta e do chuveiro ligado no banheiro da suíte, tendo clara certeza de que seria seu parceiro lobo, principalmente por ele, desajeitado do jeito que era, ter sido o principal responsável pelo seu despertar mais cedo, algo que ele nem havia percebido.

Após poucos minutos, o som de água se interrompeu e a porta logo se abriu lentamente, revelando o homem lobo. Já havia se secado um pouco para não molhar o quarto quando começasse a caminhar ali, deixando a toalha na cintura. Não demorou muito para perceber sua amada desperta de canto de olho, olhando-a enquanto dizia.

— Opa! Cê tá acordada? — perguntou o rapaz.

— Claro que estou, Mason — ela retrucou, usando seu nome, algo que era bastante incomum entre ambos. Enquanto respondia, levantou o olhar na direção do homem, deixando uma das sobrancelhas arqueada. — Você fica se mexendo demais, é claro que eu ia acordar, né!

— Ownt, me desculpa meu amor, vem cá vem. — Vendo pela forma de tratamento que havia irritado sua mulher, teria uma ideia. Um sorriso brincalhão surgia em seu rosto e, com objetivo de brincar com a cara dela e provocá-la, Wolf lentamente se aproximava da mulher com os braços abertos, indicando que estava prestes a abraçá-la. Já Diane se desesperava, segurando seu notebook e começou rapidamente a se afastar, ainda sentada sobre a cama, indo para o lado oposto de onde ele vinha.

— Ei, ei! Nananinanão! Você tá molhado ainda! Sai pra lá!

— Aff, tudo bem então — respondia, parando de se aproximar e abaixando os braços completamente — mas quando eu me secar aqui, eu vou querer um abraço viu! E um beijinho.

Vendo que o rapaz havia parado e então feito aquela proposta, ela não conseguiria evitar revirar os olhos enquanto daria um pequeno sorriso.

— Tá, tá, um abraço e um beijinho.

— Prometeee? — Wolf perguntou, fazendo uma carinha de cachorro pidão.

— Prometo.

— Perfeito. — Saber que ia receber carícias da mulher que tanto amava seria absurdamente animador para ele e quase como um energético para acordar, não conseguindo conter a própria cauda que começava a abanar loucamente, jogando gotas de água pelo quarto.

— Ou! Aquieta essa cauda aí, vai sujar o quarto!

— Ops! — Ele rapidamente usou ambas as mãos para agarrar a própria cauda. — Desculpinha!

A mulher revirou novamente os olhos e o sorriso continuava em seu rosto. Mesmo que ficasse levemente emburrecida com esses momentos, ainda amava aquela forma mais desajeitada do seu amor, melhor ainda quando era mantida fora do trabalho. Lentamente, voltaria à mesma posição de antes, continuando a teclar no notebook. Já Wolf iria começar o trabalho de se secar, fazendo questão de não esquecer a promessa de Diane. Andou até o grande armário que o quarto possuía, tremendo levemente no caminho devido ao vento frio que entrava pela janela. Chegando ao móvel, abriu as portas de uma seção e então puxou um secador de cabelo que, para eles, estaria mais para um “secador de pelos”. Deixando no modo morno, ligava-o e usava pelo corpo, começando pela cabeça e descendo lentamente.

Chegando à sua barriga, desamarrou a toalha, deixando-a numa cadeira por perto. Como já possuíam intimidade e o conhecimento do corpo de ambos, nem sentia tanta vergonha de ficar completamente nu na frente da raposa, principalmente em um local privado, ficando de costas para ela. Enquanto isso, a raposa conseguiria ver aquela cena por trás do seu notebook. Inicialmente levemente borrada, já que não era o foco, porém logo subiu seu olhar até ele, olhando-o de cima a baixo.

— Bundinha bonita a sua — comentava de forma cômica, alta o suficiente para que escutasse, dando algumas risadinhas.

— Não mais bonita que a raba gostosa que você tem aí. — Ele poderia responder algo simples, no mesmo nível, mas quis dar uma pequena exagerada apenas para provocá-la, olhando para trás, querendo ver qual seria sua reação.

Diane ficou chocada ali — realmente não esperava aquela resposta. Visivelmente surpresa, com as sobrancelhas arqueadas e suas orelhas levantadas, não iria responder nada, apenas voltou a olhar a tela de seu dispositivo. Foi tão pega de surpresa que nem conseguiu mais focar, à medida que fosse pensando naquilo, mais envergonhada ficou, abaixando suas orelhas enquanto usou ambas as mãos para pegar os óculos no rosto, deixando em uma mesa próxima, e logo tampando a face. Já o lobo, presenciando aquela reação, teria a sensação de missão cumprida, dando pequenas risadas enquanto continuou a se secar, o que não demorava muito.

Praticamente seco, dos pés à cabeça, desligou e guardou o secador no armário novamente, agora abrindo uma das gavetas e pegando uma cueca modelo box preta qualquer e vestindo. Agora, seria a hora de ter finalmente o que havia sido prometido a ele. Lentamente, parou perto da cama de casal onde Diane estava, ficando em um dos lados, usando ambas as mãos para pegar aquele notebook e colocá-lo em uma mesa de cabeceira próxima.

— Hm? — Ela ainda estaria tentando se recompor do momento anterior, sendo pega de surpresa ao sentir o seu dispositivo sendo removido. Retirando as mãos do rosto, olhou para o rapaz, subindo até sua face, com uma feição confusa, ainda sem entender o porquê de ter feito aquilo. — O que você tá fazendo?

— Esqueceu da promessa? — respondeu com um sorriso insinuante. Ficava de braços cruzados enquanto a encarava de volta.

— Oh… Você não desiste mesmo né? — Ela arqueou os lábios, ainda lembrava do pedido, mas acreditou ser apenas mais uma de suas brincadeiras bobas. Sem hesitar, se inclinou para agarrar um de seus braços e rapidamente puxou para a cama de forma que ficasse por cima dele, tendo ele entre suas pernas. Diane fechou os olhos, abraçando seu pescoço e iniciando um beijo ali mesmo, deslizando uma das mãos para o seu peito, podendo sentir o coração do rapaz acelerando. Sua cauda de raposa abanava inicialmente de forma rápida, demonstrando o prazer que sentia ao fazer aquilo, mas lentamente iria se desacelerando à medida que o toque de lábios continuasse.

Wolf seria surpreendido de início, mas daria continuidade, permitindo-se fechar os olhos igualmente enquanto levava ambas as mãos até a cintura da mulher apertando levemente e acariciando-a carinhosamente, sentindo sua pelugem macia. Sua cauda seguiu praticamente o ritmo da dela. Ao passar do tempo, uma de suas palmas começava lentamente a deslizar para baixo, chegando ao seu quadril, mais especificamente ao elástico da calcinha rosa. Mesmo que tivesse apenas pedido “um beijinho e um abraço”, obviamente queria conseguir algo a mais. Quando começasse a cuidadosamente enfiar seus dedos ali, querendo abaixá-la, Diane logo percebia, separando o beijo manhosamente.

— Ei lobinho, não agora — disse enquanto olhava para trás, na direção da mão do rapaz.

— Ah tudo bem, você quem manda. — Atendendo à vontade de sua mulher, deslizou a palma para longe dali. A pequena frustração era visível na face do rapaz. Abaixou as próprias orelhas enquanto virava um pouco o rosto para o lado, desviando os olhos.

Ela voltou a encarar Wolf, percebendo a forma que havia ficado. Dava pequenas risadas, colocando ambas as palmas em suas bochechas e puxando sua face para frente novamente. — Ei, não fica assim. A gente pode transar mais tarde, e ainda tem o vinho que sobrou da semana passada, lembra?

O lobo a encarou, ficando feliz e satisfeito com aquela proposta, mas queria se fazer de difícil, voltando a olhar para longe, dando pequenos sorrisinhos, mas tentando ao máximo se manter sério.

— Qualé, não fica assim amor, sabe que eu te amo muito. — Ela entrava na brincadeira, começando uma sequência de beijos por toda sua face, tentando parar com aquela cara fechada dele, dizendo entre os beijinhos. — Olha pra mim vai, me perdoaaa.

À medida que fosse recebendo as carícias por todo o rosto, não conseguiria se conter, arqueando seus lábios e voltando a olhá-la nos olhos. — Tudo bem, tudo bem, eu perdoo — dizia entre risadas — mas só se me der uma beijoca gostosa de novo.

Ela então interrompeu aqueles beijos para escutá-lo. — Não perde nenhuma oportunidade mesmo. — Não esperou mais um segundo para avançar novamente, iniciando um novo beijo lento e manhoso entre eles, fechando os olhos. Wolf manteve sua canhota na cintura de Diane enquanto a destra usava para acariciar a parte de trás da cabeça dela. Seriam poucos segundos que pareceriam horas para o casal, o corpo quente de ambos se tocando, cada um sentindo a pelugem, o focinho e até o coração do outro, e mesmo que fosse uma manhã qualquer, um beijo que teriam diariamente, ainda seria o momento romântico deles. Quando o fôlego dos dois estava acabando, lentamente se separavam e seus olhares logo se encontravam novamente.

— A promessa está cumprida, senhor lobo? — ela disse.

— Com certeza. — Sorriu, mantendo a posição para continuar acariciando a nuca dela. — Então, acho que nem perguntei, o que você tava fazendo?

— Ah, nada de mais. — A raposa se inclinou para pegar tanto os seus óculos quanto seu notebook e deitar ao lado do lobo, deixando os óculos em seu rosto. Ele deixou seu braço ao redor do pescoço dela e a cabeça apoiada no ombro enquanto começava a prestar atenção no que faria. Diane abriu o dispositivo, ligando e deixando a tela inclinada um pouco para o lado, permitindo que Wolf visse com mais facilidade. — Só organizando os planejamentos para nosso trabalho de hoje.

— …A gente vai fazer algo hoje?

— Ué, esqueceu? Hoje é Carnaval no Brasil, nosso alvo estará lá.

— Suponhamos que eu tenha esquecido desse trabalho… Talvez eu tenha que cancelar algumas coisas…

Ela olhou para o rapaz, deixando a cabeça levemente inclinada com um olhar neutro, enquanto ele deu um sorriso nervoso. — Por que será que eu não estou surpresa? Enfim. — A raposa usou dois dedos de sua mão para tocar no touchpad e ir descendo pelas notações, recheada de textos e imagens, enquanto dizia. — Nosso alvo, Sebastian Pereira da Silva. — Quando falasse, iria parar em um conjunto de fotos do indivíduo. — Homem branco, vinte anos, estatura média, cabelos e olhos castanhos, surpreendentemente não é ninguém de influência, desempregado há anos, mas ainda assim é rico e possui proteção, contratado por diversas empresas para invasões cibernéticas e roubo de informações.

— E o nosso trabalho é?

— Sequestrar ele.

— A gente não faz parte de uma agência de proteção galáctica? Por que estamos fazendo isso?

— Falta de agentes tão bons igual a gente. — Ela deu um pequeno sorrisinho. — Enfim, isso seria até fácil, mas… — levantou o indicador de uma mão — ele estaria em um lugar cheio de seguranças, o que dificulta pro nosso lado. Estava pensando em duas vias, ou desativar a energia e raptar ele enquanto estiver escuro ou tentar desacordar todos no recinto, o que acha? — Olhava para o lobo.

— Que tal, uma terceira opção? Me mostre onde ele vai estar.

— Claro. — Movimentou a mão e, dando alguns cliques, abria um arquivo com fotos do que seria uma área ao ar livre, semelhante a uma praça, com várias construções e becos. — Tá, considerando que aqui estará cheio de pessoas… Que personalidade esse cara tem?

— O normal de um homem com dinheiro, muita ostentação, ignorância… Putas.

— Putas… — ele pensou, colocando a mão no queixo, olhando para cima enquanto pensava — E se um de nós se disfarçar de garota de programa e…

— Já aviso que não vai ser eu. — Ela desviou o olhar, balançando a cabeça e então voltando a encará-lo.

— Ah não, vai fazer isso comigo mesmo flor?

Wolf encarou Diane com uma feição de coitadinho, olhos grandes e brilhosos, além de suas mãos entrelaçadas logo abaixo do queixo. Ficou assim até ela ceder, já ela a mulher não movimentaria nenhum músculo, nem do corpo e muito menos da sua face, encarando-o. Ambos ficaram assim por longos segundos.

— Aff, tudo bem então — ele disse, parando com aquela expressão facial — eu faço o papel de piriguete.

— Isso vai ser bom demais de ver, ai! — A raposa caiu na gargalhada, debatendo suas pernas enquanto ria sem parar e colocava ambas as palmas em seu rosto, até lacrimejando um pouco. Ficou por um tempinho naquilo, já o rapaz apenas a encarava com os olhos semiabertos e os braços cruzados, esperando o momento dela que parasse com aquilo. — Ai, ai… — dizia, respirando fundo — Desculpa, desculpa. — De pouco em pouco, ela voltou ao normal, usando o indicador de uma das mãos para limpar lágrimas acumuladas em seus olhos.

— Bicha besta — respondeu, dando um peteleco no focinho da mulher — enfim, a ideia é essa, fantasia de garota de programa, levar ele até um beco qualquer e desacordar ele, simples e rápido.

— Perfeito demais, ainda mais que vai ser você. — Ela não conseguiu conter algumas risadinhas enquanto falava.

— Não começa.

O plano estava feito. Não era um dos melhores, mas era alguma coisa. Como ainda era de manhã e o horário definido era próximo do anoitecer, ainda tinham até que muito tempo para se decidir mais coisas, arrumar equipamentos e até a fantasia de cada um.

Logo após algumas refeições, beijos e risadas, o dia se passou quase que em um piscar de olhos para ambos. Num primeiro momento, estariam juntos na cama e, em outro, já estavam no local definido para o trabalho, onde a trilha sonora de fundo deixou de ser o silêncio do apartamento do casal e virava o característico do Carnaval, e “Carnaval”, de Marina Sena, ecoava pela rua, misturado ao barulho da multidão. Em um beco próximo, lá estava a dupla, atrás de uma van preta. Wolf, como decidido, estaria fantasiado de garota de programa, roupas que pareciam ser feitas para serem vistas de longe e um brilho que só o Carnaval poderia ter, e principalmente uma máscara de olhos extravagante para esconder sua identidade. Já Diane estaria um pouco mais discreta, igual a um vendedor ambulante, um boné, regata, bermuda e chinelos eram a única coisa que usava, não podendo faltar um bigodinho falso, além de ter um carrinho de pipoca ao lado para ajudar ainda mais a se disfarçar. Ambos estariam com dispositivo de comunicação em um dos ouvidos.

— Ali tá ele — ela disse, apontando para o alvo, com a mesma aparência das fotos que viram mais cedo — muitos seguranças, como eu falei.

— Beleza, já tenho ideia do que fazer, acho que vou…

A raposa nem esperou ele terminar a sua fala, rapidamente dando um tapa em sua bunda enquanto o obrigava a andar, exclamando. — Vai lá gostosa, dá teu show!

— Ai! Filha da puta… — disse baixinho para si enquanto olhava para trás, dando o dedo do meio para ela enquanto não parava de caminhar.

Diane saiu dali empurrando o seu carrinho de pipoca, ficando parada em um local que pudesse ter uma visão extensa daquele lugar, principalmente de seu alvo. Porém, quando Wolf estava se aproximando, algo que estava fora dos planos aconteceria: uma multidão, praticamente um bloco, começaria a passar pelo lugar, levando tanto o homem quanto o alvo.

Não demorou para a mulher perceber o que havia acontecido, rapidamente colocando uma das mãos em sua orelha enquanto perguntava, desesperada. — Onde você tá?!

— Oi linda! Me puxaram aqui, mas acho que vou aproveitar um pouco aqui viu, tá legal demais!

— O quê?! Não inventa moda! — exclamou, tentando receber respostas do lobo, sem sucesso, apenas escutando o homem dançando e se divertindo. — Wolf?! Wolf! Ah pelo amor de Deus. — Ela desistiu do homem, não demorando para tentar resolver a situação. Rapidamente se agachou enquanto abria um compartimento do carrinho, revelando uma espécie de dispositivo com duas telas e um teclado com touchpad. Começou a teclar rapidamente, entrando nas câmeras ao redor visando rastrear o indivíduo. Foram poucos segundos até que o sistema de reconhecimento facial o encontrasse, entrando em um beco acompanhado por uma mulher qualquer.

Começou a empurrar o carrinho em direção ao local, tão nervosa que nem se esforçou direito. Levou alguns minutos até chegar e parar em frente à viela, não tendo tanta dificuldade para ver o casal aos amassos contra a parede. A trilha sonora de fundo já teria mudado, sendo agora “Voz Do Brasil”, de Urias e Major RD.

— Opa senhores! — Dizia, tentando forçar uma voz mais grossa enquanto se aproximava um pouco — desculpa atrapalhar o momento de vocês, queria saber se tão afim de uma pipoquinha doce para adocicar a vida… E o amor dos dois!

— …Ah. — O homem, alvo dela, começou a falar após segundos de silêncio entre todos. — Tô afim sim, passa pra cá.

— Eu não…

Já a mulher negava inicialmente, mas Diane nem perdeu tempo e jogou um pacote de pipoca na mão do rapaz e no rosto da mulher. — Come logo!

Ambos começaram a comer algumas pipocas, até elogiando o gosto doce, mas logo ficavam com a visão mais turva ao passar dos segundos, fazendo a verdade vir à tona: um dos ingredientes daquele caldo seria uma espécie de sonífero. Não demorou para o casal adormecer lentamente de pouco em pouco. O indivíduo ficou em choque ao presenciar a outra caindo desacordada. A raposa, já sem paciência, apenas chegou perto dele e deu um soco em sua face, fazendo com que fosse ao solo igualmente. Agora que tinha o alvo em mãos, ela novamente tentou se comunicar com o seu parceiro, colocando o indicador e o dedo médio sobre o ouvido. — Senhor lobo, onde você…

— Aqui! — Wolf respondeu enquanto surgia em um abraço por trás de sua amada, apenas fazendo aquilo para provocá-la, porém, não previu receber repentinamente uma cotovelada na barriga, soltando os braços.

A raposa se virou, desferindo um tapa no rosto do rapaz enquanto puxava pela gola do body que ele usava, encarando-o. — Onde você estava, hein?! Não seguiu o plano e — cheirou o homem — Isso é álcool?! Você bebeu?!

— Só um pouquinho…

— Não vou falar nada, só me deixa ir atrás do…

— Já tá bem ali, linda. — De costas para o outro lado do beco e com um sorrisinho no rosto, apontou com o polegar para trás e lá estaria a van de antes.

— Ah… Bem, bom trabalho, só um momento. — Ela voltou para o carrinho, pegando uma bolsa do interior enquanto puxava um balde d’água e jogava no interior, inutilizando os eletrônicos que tinha ali. Após isso, voltou para Wolf. — Beleza, vamos.

Wolf se aproximou do homem desacordado, não tendo dificuldade nenhuma em carregá-lo nos ombros. Ambos começaram a caminhar para o carro, com o lobo jogando a chave para Diane e logo abrindo as portas de trás, jogando o indivíduo no interior e fechando em seguida. Quando a raposa estivesse no banco do motorista e o lobo de passageiro, ligou a van para que saíssem dali. Enquanto estavam nas ruas em direção ao ponto de entrega, ela começou a jogar conversa fora.

— Então… O que você fez lá depois de me abandonar hein? — perguntou, sem tirar o olhar da rua.

— Ah, nada de mais, só aproveitei o Carnaval, ainda com essa roupinha aqui, gostei até.

— Ninguém te beijou não né? Vou ficar com ciúmes.

— Não se preocupe, minha boca é só sua — ele respondeu, dando um sorrisinho enquanto apoiava o braço no descanso da porta, olhando para ela.

— Bom mesmo.

Ela continuou a dirigir por ruas e ruas. A sensação de mais uma missão cumprida na conta seria incrivelmente compensadora, nunca havia falhado desde a sua entrada na agência e faria de tudo para continuar assim. Mas aquele sentimento começaria a ser substituído por suspeita, agora que parasse em um sinaleiro e percebesse uma movimentação, estranha até demais, ao seu redor. Observou alguns carros pretos, rua praticamente vazia, algumas pessoas de preto, e, quando menos esperava, dois veículos pararam no meio do cruzamento e duas duplas saíram, não demorando para apontar armas em sua direção enquanto exclamava. — Saiam do carro!

— Porra! Se abaixa! — exclamou para o lobo enquanto instantaneamente começava a acelerar para frente, não hesitando em bater entre os veículos para conseguir passar.

— Como eles encontraram a gente!? — Ele perguntou no desespero.

— Se você não sabe, quem dera eu!

O que inicialmente era uma viagem tranquila virou de ponta cabeça por completo, diversos carros e até um helicóptero perseguiam a van. O casal discutia raivosamente enquanto a raposa tentava não ser encurralada. Com uma mão no volante e a outra no câmbio, usou vielas, rampas de construção, escadarias, tudo que a cidade teria ao seu favor para dificultar a perseguição, porém mesmo assim sempre teria algum veículo na cola.

— Esses caras não desistem! Parecem estar rastreando a gente! — O homem exclama de raiva, vendo como aquela perseguição não acabava.

— Rastreando… É isso! Vê se tem algum rastreador no corpo do cara, rápido!

— É pra já!

Não perdeu tempo, rapidamente pulou para a parte de trás da van, puxando aquele cara pelos ombros e começando a revistá-lo. Já teria mexido tanto ali atrás que estaria um pouco desperto, mas sonolento para pensar em qualquer coisa sobre o que acontecia ou onde estava.

— Nossa, você mudou, hein… mas continua linda — ele disse para o lobo, confundindo-o com a mulher de antes e até tentando beijá-lo.

— Ou, sai pra lá! — Usou uma das mãos para empurrar o rosto dele para trás enquanto voltava a explorar o corpo do tal atrás de qualquer dispositivo estranho. Na nuca, nas costas, na barriga, nas coxas, até na sua virilha, e todo lugar tinha a mesma resposta: nada. — Ele deve que já sabia, deve ter implantado essa porra dentro do cu só se for… E eu me recuso a procurar!

— Ai pelo amor de Deus, a gente não tem tempo pra isso não!

Diane exclamou enquanto continuava a pilotar intensamente, derrapando de uma vez para entrar em outras vias. Sem terem onde se segurarem, para o lobo e o homem atrás apenas sobrava ficar batendo nas paredes, chão e teto. Aquilo se seguiu por longos segundos até a mulher ter uma oportunidade de despistar momentaneamente o helicóptero que os sobrevoava, se escondendo por baixo de um viaduto, tendo poucos minutos para pensar no que fariam.

— Ai, porra, o que aconteceu? — Wolf levantou, cambaleando um pouco tonto devido a todos os impactos, se apoiando no banco do motorista, olhando para sua parceira.

Ela estava ofegante e congelada, olhando para frente com suas mãos no volante e as orelhas apontadas para trás enquanto pensava. O mundo ficou quase em silêncio para ela, escutando tudo abafado como se estivesse embaixo d’água enquanto o lobo estava tentando chamá-la. A única opção que passou em sua mente seria abandonar aquele indivíduo ali e abortar a missão, o que seria viável, mas a raposa não queria de jeito nenhum escolher isso, já que seria considerado missão falha. Logo se decidiu, dando um longo suspiro.

Sabia que iria se arrepender amargamente, mas era a única forma de conseguirem ir para casa, juntos.

— A gente vai ter que abandonar. — Nem esperou o lobo responder, quando terminasse de falar já estaria abrindo a porta do veículo e saindo, esperando que seu parceiro fizesse o mesmo.

— Certeza? Tudo bem então, tô com você.

Ambos rapidamente abandonaram o local, pegaram blusas pretas do interior e as vestiram, deixando seus rostos tampados pelo capuz, já que eram agentes secretos e, além de serem considerados mortos para a mídia, não poderiam ser reconhecidos de nenhuma forma. Nem se importaram de deixar o alvo de um jeito “bonitinho”, iriam encontrá-lo de qualquer forma mesmo. E assim aconteceu, poucos minutos depois, o casal já distante o suficiente andando pela calçada, rapidamente diversos carros surgiam, alguns passando ao lado dos dois, e o helicóptero passando por cima deles.

— Chefe — ela falou ao pegar um dispositivo de comunicação e colocar ao lado da cabeça — não conseguimos pegá-lo… Não, eu sei… Aham… Tá.

Agora a caminhada para pegar um metrô e ir para casa seria um pouco longa, e o silêncio entre os dois começaria a ser constante. O sol já fazia um tempo desde que havia se escondido por completo no horizonte, dando lugar para a lua crescente nos céus escuros da noite, e agora o som que dominava a região seria o dos grilos, além de algumas músicas de fundo, reflexo do Carnaval que ainda acontecia, não sendo onde estavam passando.

Diane ficaria mais adiante, não falando nada. Dado momento, o rapaz até pensou em puxar assunto com ela, dando um impulso para frente e levando uma das suas mãos em direção ao ombro dela, até daria um sorrisinho e abriria a boca para começar a falar, mas acabava desistindo no meio do caminho, voltando para trás. E assim ficou por todo o caminho, tanto da caminhada quanto do transporte público, nenhum pio nem de Diane, nem de Wolf, e o que talvez foi somente uns cinquenta minutos agora parecia horas e horas para ambos.

Chegando ao apartamento, ela entrou primeiro, passando pela sala de estar e entrando na suíte deles. Wolf acompanhava, parando na porta e apoiando seu braço no batente enquanto observava, e a ausência de comunicação entre ambos continuou. Diane ficou no meio do quarto, retirando as próprias roupas. A sua cauda baixa, suas orelhas ainda cabisbaixas, demonstravam que ela ainda não havia superado o que havia acontecido.

— Tá tudo bem? — ele perguntou, quebrando finalmente o silêncio.

— Estou ótima, vou tomar um banho — ela respondeu, virando levemente a cabeça para o lado.

Era óbvio para ele que aquilo não era verdade, a forma mais cabisbaixa que respondeu com toda sua expressão física seriam provas concretas disso.

Não demorou para ficar completamente nua, deixando as roupas no chão e indo para o banheiro. Já Wolf ficou ali parado, pensando no que poderia fazer para melhorar seu ânimo. Diane tentou fazer o mesmo de sempre, entrar no box, ligar o chuveiro e fazer seus cuidados de sempre. Até começava igual, mas logo se encontrou com a testa contra a parede, olhando para baixo enquanto a sua mente era preenchida por pensamentos, a grande maioria de decepção por falhar pela primeira vez em tanto tempo. Novamente, o mundo ficou silencioso para ela enquanto tinha reflexões sobre, mas logo foi surpreendida com a sensação de duas mãos em sua cintura. Como estava com a atenção voltada para o chão, conseguiu ver o próprio corpo e aquelas mãos, reconhecendo-as imediatamente — seriam do amor de sua vida.

Levantou um pouco a cabeça enquanto se virava para ele, olhando-o nos olhos.

— O que você tá fazendo aqui?

— Tentando aumentar o astral do meu amorzinho, será que não posso? — perguntou, levando sua mão dominante até o queixo dela, levantando mais seu rosto.

— Olha, eu já te disse, eu tô bem… — Desviou o olhar para longe, evitando contato visual.

— Nós sabemos que você não está. Diz pra mim o que você tá sentindo, você sabe que pode confiar em mim. Olha pra mim.

— Olha, é que… — Deu um suspiro profundo, voltando a olhá-lo nos olhos. — É que isso nunca aconteceu desde que entramos na agência, tudo que não era para dar errado deu completamente errado e eu falhei a missão….

As lágrimas que começavam a sair dos olhos de Diane lentamente se misturavam com a água do chuveiro que deslizava pela sua pelugem. Nunca havia chegado a esse nível de tristeza já fazia tempo, mas agora estava aí, chorando na frente do rapaz.

— Não, você não falhou, nós falhamos, juntos, você sabe disso.

— Mas eles…

— Não se importe com eles, se importe com você, você mesma já falou isso para mim e eu lembro muito bem — ele respondeu, acariciando o rosto molhado da raposa, não tirando os olhos dos dela por nenhum segundo, aproveitando a mão canhota que ainda estava em sua cintura para puxá-la para mais perto, deixando que Diane colocasse o rosto em seu ombro. Ela ficou por alguns segundos se recompondo, mesmo que não tivesse demonstrado nada além das lágrimas, era claro que seria algo forte para ela.

— Desculpa…

— Não, pode chorar o quanto quiser, eu estou aqui por você.

Suas orelhas se levantaram lentamente enquanto retirava o rosto de seu ombro, escutar aquilo era o que precisava, ter conhecimento de que pelo menos alguém se importava com ela, de verdade. Ambos sorriram, a raposa de forma meio desajeitada, já o lobo, mais alegre. Não demorou para que fechassem seus olhos e iniciassem um beijo lento e carinhoso ali mesmo, enquanto a água levemente quente do chuveiro continuava a deslizar pela pelugem de seus corpos, já completamente molhados, levando toda a sujeira e os pensamentos tristes de Diane pelo ralo. Poucos segundos depois, após separarem, finalmente decidiram que já estava bom de desperdício de água e tomariam o banho de verdade.

O momento deixou de ser completamente romântico e virava algo até que engraçado, um esfregando e limpando o corpo do outro desajeitadamente, não chegando nem perto de se tornar sexual. Quando terminavam, se secavam com suas toalhas e logo usavam o secador de “cabelo” para terminar o trabalho. Diane foi a primeira a terminar, vestindo somente uma calcinha de renda, agora da cor creme, e uma camisa qualquer do seu parceiro que ficaria larga nela. Não desperdiçou mais nenhum segundo para começar a arrumar algumas coisas para o jantar daquele dia, não tendo se esquecido da proposta que havia feito para o lobo durante a manhã daquele mesmo dia. Wolf tomou poucos minutos para que conseguisse terminar de se secar, vestindo uma cueca box preta e uma bermuda qualquer que encontrasse no guarda-roupa.

Quando saiu do quarto, foi pego de surpresa pela escuridão do apartamento, o que também não era nada de mais, já que caninos possuem boa visão noturna. O local seria iluminado apenas por velas que estavam na mesa central da sala de estar. Era audível pela casa um jazz calmo e romântico. Chegando mais perto, presenciou a cena perfeita: duas garrafas de vinho, duas taças de cristal, diversos aperitivos e a raposa sentada de forma inclinada na direção dele.

— Achei que tinha esquecido — comentou, dando um pequeno sorriso.

— E achou mesmo que eu ia esquecer? Vem cá logo. — Ela, num tom sensual, usou o indicador da destra para chamá-lo.

Ver ela o chamando daquela forma tão atraente faria com que um sorriso apaixonado surgisse enquanto sua cauda abanava loucamente. Chegou com rapidez ao móvel e não hesitava em ir para cima dela, deixando-a por baixo enquanto colava os seus lábios nos dela. Pouco tempo se passou até se sentarem um do lado do outro para começar a aproveitar a janta do dia.

À medida que a noite foi passando, comiam e bebiam do vinho, até colocaram um filme na televisão. As conversas mais técnicas lentamente se tornavam em assuntos mais soltos, risadas fáceis, toques mais desajeitados — mas ainda assim conscientes do que estavam fazendo. Dado momento, Diane se levantou para se espreguiçar um pouco, já que estava muito tempo sentada, até avisando seu parceiro, ficando de costas. Quando esticou os braços, subiu consequentemente a camisa e revelou mais seu corpo. Presenciar aquela cena faria com que se virasse uma chave na cabeça do lobo, percebendo ser o momento perfeito para o que mais queria. Assim que ela se virou, percebeu a ausência do outro e, antes mesmo que pudesse reagir de alguma forma, foi surpreendida com duas mãos a segurando no quadril por trás, já sabendo de quem se tratava.

— Amor… Será que podemos?… — Perguntou enquanto a puxava para mais perto, colando seu corpo no dela.

Aquilo já foi o suficiente para que Diane sentisse aquele volume crescendo entre as pernas do rapaz, pressionando exatamente no meio de sua bunda. Não iria verbalizar, mas só de dar algumas risadinhas, enquanto começasse a movimentar levemente o próprio quadril, roçando contra a virilha dele, seria a forma dela de dizer “sim”. Até aproveitou para pegar a sua taça de vinho e despejar um pouco em sua boca, tentando deixá-la sobre a mesa novamente, mas já estava tão desajeitada que falharia e deixaria cair no chão, e nem se importava, puxando o homem para um toque de lábios intenso logo em seguida.

Já começou explorando a boca dele com sua língua entre mordidas nos seus lábios, esperando que fizesse o mesmo, enquanto compartilhava, de forma bem suja, o líquido alcoólico, com um pouco deslizando no canto da boca dos dois. Não havia mais delicadeza neles, apenas fome, e os gemidos abafados de ambos seriam a prova disso. Enquanto a troca de saliva acontecia, Wolf aproveitou o momento para virá-la, começando a empurrar até que conseguisse pressionar a mulher contra a parede. Quando fizesse isso, separava o beijo, deixando um fio de saliva entre seus focinhos.

Lentamente deslizou as mãos até a barra da camisa que ela usava e retirou-a de seu corpo, revelando os seios dela, sem nem precisar desabotoar algum sutiã. Já tinha um tempo que havia colocado piercing em seus dois mamilos, por recomendação do próprio rapaz. Seus peitos não seriam grandes, mas eram um bom tamanho para ele. Wolf aproveitou para levar a destra até um dos peitos dela, agarrando-o com uma certa força, enquanto levou seu rosto até o pescoço da raposa, respirando de forma pesada e quente enquanto começava a desferir diversos beijos e mordidas na região. Enquanto isso, sua canhota deslizou lentamente para baixo, não demorando para que chegasse à virilha dela. Nem fazia cerimônia, adentrando a calcinha como se já fosse de casa, usando o dedo médio e anelar para masturbar a entrada de sua buceta, já levemente úmida de prazer.

Wolfie… — Ela chamou entre as suas respirações ofegantes e gemidos manhosos no ouvido do homem, deixando ambos os seus braços apoiados nos ombros do rapaz. — Deixa eu sentir o gosto…

Escutar aquela proposta repentina da outra parte faria as orelhas do lobo se levantarem num instante, mas também seria algo inegável. — Você quem manda — respondeu enquanto afastava o rosto do pescoço e retirava a mão de sua calcinha, deixando as duas palmas na parede enquanto olhava baixo, encarando Diane com um pequeno sorriso perverso.

A raposa, percebendo que seu pedido havia sido atendido, não perdeu tempo para colocá-lo em prática. As mãos que estavam em suas costas lentamente iriam começar a deslizar pelo corpo de Wolf, passando pelo seu peito e chegando no quadril, enquanto se ajoelhava em sua frente. Retirou a bermuda que cobria sua cueca. Quando tivesse visão da roupa íntima dele, era quase como se fosse ver um animal tentando fugir de sua jaula. Conseguir visualizar as pulsações constantes e até um ponto mais escuro, molhado pelo pré-gozo do membro, causava mais tesão nela, mas ainda queria provocá-lo um pouco mais. Com o rosto próximo à região, não hesitou em começar a desferir alguns pequenos beijos lentos sobre o tecido da roupa. Aquele gesto pequeno e simples já faria o homem se arrepiar da cabeça aos pés, além de seu membro começar a latejar de forma mais intensa.

Após poucos segundos, usou ambas as mãos que ainda se encontravam no quadril do homem para descer a roupa íntima do rapaz, presenciando seu pau pulando para fora, completamente endurecido. Diane levou sua dominante até a extensão, começando a masturbá-lo lentamente, aproximando seu rosto de forma que ficasse com ele ao lado, olhando para cima, nos olhos do lobo, querendo ver como ele estava reagindo. Já o rapaz mordeu o próprio lábio inferior enquanto observava sua amada o satisfazendo, com a respiração ofegante entre grunhidos, bem perceptível para a raposa que conseguia ver o peito dele se estufando e diminuindo constantemente. Não era a primeira vez que faziam algo do tipo, mas nunca deixava de sempre ser prazeroso para ambos.

Decidiu começar a evoluir aquilo, retirando a mão dali e aproximando a sua boca, começando com lentas lambidas e beijos que iriam de sua base até a cabeça, limpando o pré-gozo que soltava em uma quantidade considerável pela ponta. E, já que estava com os lábios ali, aproveitou para abrir um pouco mais, deixando a língua de fora, e então o abocanhou de forma cuidadosa e breve. Lentamente, foi levando sua cabeça para frente, permitindo que o pau de Wolf fosse invadindo mais e mais o seu interior.

— Porra, você é boa demais nisso… — Comentou de forma gaguejada e insinuante entre seus gemidos, agora ainda mais intensos pela sensação de calor e molhado que a boca da mulher possui. Sentir a boca da raposa, tanto em beijos quanto no boquete, sempre seria algo que o desmontava. Inclinou sua cabeça para cima, rangendo seus dentes e arranhando a parede de tanto prazer.

Querendo aproveitar mais o momento, o lobo lentamente iria retirar sua mão dominante da parede e levar até a cabeça de Diane, mais especificamente entre suas orelhas. Puxou com força em um movimento só, obrigando que toda a extensão do órgão afundasse o máximo que conseguia na garganta da mulher, soltando um gemido estridente. Já Diane arregalava os olhos e até lacrimejou com a brutalidade repentina, dando leves tapas nas coxas do homem para que ele parasse de segurar ali, permitindo que movimentasse a cabeça para trás até retirar todo o membro de sua boca, deixando-o completamente sujo de saliva, além de uma fina linha da ponta a sua boca.

— Avisa primeiro! — ela exclamou, ofegante e tossindo repetidamente.

— Desculpinha! Me passei… — respondeu com um sorrisinho envergonhado estampado. Olhou um pouco ao seu redor, pensando por poucos segundos, e logo voltou a encará-la. — …Será que eu poderia te foder em cima da mesa? — Estava tão alcoolizado que nem tinha vergonha de perguntar isso tão naturalmente.

— Com certeza, só me deixa pegar uma coisinha, esqueci de trazer. — Bêbada igual, mas ainda tinha noção das coisas. Caminhava rapidamente para o quarto, tentando não tropeçar no caminho, e logo voltaria com uma camisinha em mãos, entregando-a ao rapaz. — Segurança em primeiro lugar — disse enquanto deixava seu homem se arrumar.

Diane não perdeu tempo para se posicionar, usando a mesa de estar mesmo. Deitou-se de barriga para cima no centro, com suas pernas na beirada, apenas o aguardando. Não demorou muito para ele se aproximar dela, ficando entre suas pernas, deixando seu pênis coberto pelo látex pousado sobre o tecido da calcinha da mulher. Ficou por alguns segundos, em completo silêncio, quase hipnotizado, admirando as curvas da beldade que estava deitada à sua frente, dos seus seios até suas coxas, sendo mais que o suficiente para continuar ereto.

— Eu já disse que teu corpo é perfeito? — Ele mordeu o lábio enquanto esperava sua resposta.

— Até demais — respondeu entre risadinhas.

— Bom, só pra ter certeza mesmo.

Deitou-se sobre ela e começou a desferir leves beijos na mulher, explorando seu corpo com os lábios, iniciando pelo seu rosto e descendo lentamente. Pescoço, seios, barriga e, quando estivesse se aproximando da virilha, ajoelhou-se enquanto usava suas mãos para descer a calcinha de renda, tendo ajuda de Diane que movimentava suas pernas. Finalmente revelou sua vagina, não hesitando em descer os beijos até ela, iniciando uma sequência de lambidas, sentindo aquele gosto neutro junto ao seu calor. Aquele ato fazia os gemidos da raposa começarem a ser audíveis, mordendo a própria boca enquanto arqueou levemente as costas e encarou o rapaz.

Já achando o suficiente, Wolf levantou-se, repousando seu pau novamente, agora tocando diretamente naquela buceta. Usou as mãos para agarrar as coxas da mulher por baixo, levando uma das pernas até seu ombro. Olhava para o rosto dela, esperando alguma confirmação ou pedido, e ela apenas assentia com a cabeça enquanto mordia o lábio.

Ele se posicionou, afastando-se um pouco para que pudesse agarrar o próprio membro e deixá-lo apontado para a entrada, movendo vagarosamente o quadril para frente de forma que fosse adentrando seu interior, rangendo os dentes. Aquela lenta penetração contínua faria a raposa arquear ainda mais as costas, fechando seus olhos enquanto agarrava brutalmente o forro da mesa, além de espasmos e sua pelugem se arrepiando por completo.

— Puta que pariu, nunca vou cansar disso… — Ela disse entre gemidos e respirações ofegantes.

Quando possuísse uma boa extensão ali, começaria a movimentar seu quadril para frente e para trás, o clássico “vai e vem” do sexo. Cada vez que fosse para frente, conseguiu observar como as gordurinhas dela se mexiam, principalmente dos seus maravilhosos seios com piercing. À medida que o tempo passava, começou a intensificar seus movimentos, e os gemidos dela seguiam o ritmo. Para sentir ainda mais prazer, Diane levou a mão direita até o clitóris, usando dois dedos para começar a se masturbar.

A sensação de estar se aproximando de seu orgasmo mais e mais faria o homem ficar progressivamente mais agressivo, ainda assim evitando machucar sua amada. Aproximando-se de seu ápice, apoiou a mão do braço onde não estava a perna da raposa para se apoiar na mesa. Continuava até que não aguentasse mais e finalmente se encaixavam, gozando e gemendo ao mesmo tempo, tendo espasmos generalizados. Ficavam parados ali, respirando ofegantemente, enquanto o sêmen do lobo se armazenava naquela camisinha e o líquido da vagina de Diane deslizava pelos lados, sujando o forro da mesa.

— Então… Como eu fui? — Ele perguntou entre suas respirações.

— Você sempre pergunta isso, bobo. — De forma cômica, a mulher usou um de seus pés para dar uma cutucada em seu focinho.

Ambos davam pequenas risadas e logo Wolf lentamente movia seu quadril para trás, retirando o seu membro já amolecido do interior de sua amada, aproveitando para tirar a camisinha que ainda o cobria, amarrando e jogando na lixeira da cozinha de longe.

— Ei amor — ela o chamou, se sentando ainda sobre a mesa — já que eu fiz algo que você pediu, será que talvez assim… Você deixaria eu fazer algo também?…

— Claro linda, sem problema nenhum. — A respondeu, sorrindo, mesmo não sabendo do que se tratava, mas iria amar qualquer coisa que fizessem.

— Yipe! Perfeito. — Deu um pulinho para sair da mesa, estranhamente animada demais, e logo caminhou para o quarto novamente. Após poucos segundos, voltou para a sala, tendo na sua destra um cintaralho e na sua canhota uma garrafa de lubrificante íntimo, deixando-os bem à mostra para o lobo. Ele logo olhou e analisou cada um, franzindo as sobrancelhas e subindo sua atenção para o rosto dela, visualmente confuso com aquilo.

— E isso é para?… — Wolf perguntou.

— Para eu conseguir te foder, é claro! É só eu usar isso. — Deixou a cinta no nível do seu quadril. — Passar isso no seu… Orifício. — Mostrou a garrafa. — E aí vai entrar deslizando que é uma beleza… Talvez eu tenha visto vídeos pornográficos e educativos disso….

— Mas e se…

— Eu te botei em alimentação saudável exatamente pra isso.

— Ah… Ah! Faz sentido. — Ele colocou a mão no queixo, pensando por poucos segundos, até que assentiu com a cabeça enquanto respondia. — Tá, eu aceito.

O lobo olhou ao seu redor, enquanto a raposa ajeitava aquele brinquedo em si, tentando visualizar alguma posição para os dois, não demorando muito para decidir. Aproximou-se do balcão que separava a sala de jantar da cozinha, apoiando ambos os cotovelos enquanto empinava a bunda, deixando-a à mostra para Diane. Ela logo surgiu atrás do homem, segurando sua bunda com a mão esquerda enquanto a dominante segurava sua cauda. Deixou o membro de borracha do cintaralho entre as nádegas dele. Já estaria prestes a começar seu trabalho, até abrindo o vidro de lubrificante para despejar na mão, mas surgiu uma ideia melhor. Deixou o item no balcão para que começasse a se abaixar, ficando de joelhos. Usou ambas as mãos para segurar a bunda do homem e puxar levemente para os lados.

— Mas o que você… — Antes mesmo que pudesse terminar, seria surpreendido com a outra afundando praticamente o rosto ali. — Ei, ei! Isso não estava no contrato! — Ficou em choque de início, mas quando começasse a sentir lambidas naquele lugar, não conseguiria evitar o prazer que sentiu, com seu membro voltando a ficar endurecido novamente. — … Oh… Tá, até que isso é bom…

Percebendo que ele havia gostado, ela deslizou lentamente a mão dominante até o membro do rapaz, agarrando sua extensão e começando uma masturbação lenta, mantendo o mesmo ritmo com que desferia aquelas lambidas em seu ânus. Wolf deixava sair alguns grunhidos pela sua boca, virando sua cabeça para o lado e olhando para trás de forma que se permitisse presenciar aquela cena.

Após um curto momento, Diane se levantou novamente, agarrando a cauda do lobo mais uma vez enquanto pegava a embalagem de lubrificante, despejando sobre o orifício do rapaz, já sujo pela sua saliva. Ela se posicionou, deixando a ponta do cinto alinhada.

— Faz com carinho viu — ele comentou meio hesitante, mas não deixando de confiar nela.

— Vou tentar… Quando você for gozar, me avisa pra eu simular aqui.

A raposa praticamente faria igual ao rapaz antes, movimentando lentamente o quadril para frente enquanto puxava o lobo pela cauda, enfiando-o em seu interior. Já ele virou a cabeça para cima enquanto soltava um grunhido mais longo, agarrando fortemente a bancada. Quando sentiu que já tinha o suficiente da extensão ali, iniciou o tradicional movimento “vai e vem”, estocando-o em um ritmo lento e breve com os gemidos do outro fazendo o mesmo. Porém, não muito depois, o balanço de seu quadril foi começando a ganhar mais embalo. Mesmo que não tivesse nada a masturbando ou algo do tipo, ainda seria extremamente prazeroso presenciar o seu amado daquela forma, olhando-o por cima enquanto ofegava.

— Acho que… Acho que eu vou… — Ele disse entre os seus gemidos.

Diane não perdia tempo. Acelerou mais seus movimentos e, quando sentisse os espasmos de suas pernas e escutasse o gemido mais alto de Wolf, instantaneamente dava uma “estocada final”, ficando parada e respirando intensamente apenas presenciando seu homem ejaculando no chão e na parte baixa da bancada, soltando grunhidos e jatos de gozo a cada tremida que seu corpo dava. Quando terminou, Diane lentamente movimentou seu quadril para trás, já o homem se virou de barriga para cima, ainda sobre a bancada, com o fôlego irregular.

— Ei lobinho — ela o chamou, esperando olhar — gostou?

— Uff… Mais do que eu esperava. — Levantou uma das mãos para a raposa, pedindo de forma não verbal ajuda para se levantar dali. Quando essa fizesse, ficava sentado. — Acho melhor a gente arrumar essa bagunça né?… — Comentou de forma cômica, enquanto olhava pela residência, vendo a taça de vinho quebrada no chão, o forro da mesa da sala de jantar bagunçado, os arranhões na parede, as roupas de cada um pela casa e até o gozo pelo chão.

— É… Principalmente essa porra aqui, você quem vai limpar e eu falei primeiro.

— Ei?! Aff.

E assim foi feito, antes que pudessem dormir, começariam a arrumar toda aquela residência, fazendo isso de forma cômica, dando risadas do que fizeram, limpando os cacos da taça de cristal, o vinho derramado, guardavam os aperitivos restantes, arrumaram a mesa, deixaram as roupas para lavar e, finalmente, limparam a porra de Wolf. Estavam tão cansados que simplesmente decidiram ir logo para o quarto e deitar na cama, ficando de conchinha por baixo do cobertor.

— Sabe que eu te amo muito né? — Ela dizia, mantendo os olhos fechados com a cabeça apoiada no ombro do rapaz.

— Mas eu amo mais — respondia com um pequeno sorrisinho no rosto.

— Não começa não.

Wolf deu uma pequena risada. Levou poucos minutos até que ambos adormecessem para um novo dia.