Chapter Text
Território Real Del'lunna
Final do inverno
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A explosão de um único de tiro soou pelo ar e logo em seguida as galopadas preencheram o silêncio. Os cavalos levantavam poeira onde passavam e acima deles os jóqueis pareciam flutuar. Aquele era o único momento em que Min Yoongi, Conde de Santa Fé, parecia minimamente interessado em algum tipo de esporte.
Mas não pelo esporte em si e sim no vencedor, já que tinha apostas em jogo.
Os competidores já estavam para completar a última volta, com as distâncias entre si bem evidentes. Sir. Min desviou o olhar estalando a língua, podia ver que seu cavalo não ia ganhar e perdeu total interesse na corrida, se voltando para pegar uma taça de champanhe do rapaz que servia os camarotes.
Ele tinha seu cavalo preferido, mas quis arriscar e apostar em outro dessa vez, o que serviu apenas para provar que nem toda mudança vem para o bem. Principalmente porque o cavalo que sempre escolhia tinha acabado de cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.
Os gritos de vitória explodiram pelas arquibancadas e camarotes em um barulho ensurdecedor. Essa era a parte que o conde detestava, ainda mais do que perder a aposta. Porque não podiam comemorar de forma civilizada? Se era para agir como animais, deveriam estar na pista correndo junto com eles.
Um de seus companheiros que estava festejando na varanda do balcão se desprendeu do grupo e foi até ele empolgado, passando o braço por seu ombro e o chacoalhando contra sua vontade. O conde quase derrubou o champanhe em sua mão, já que o amigo era grande e desajeitado.
- Nós ganhamos Sir. Min! O seu cavalo nunca nos decepciona.
- Fico satisfeito que Vossa Excelência esteja feliz. - ele falou em tom frio, fazendo o outro estranhar.
- E por qual o motivo você não estaria feliz também?
Min Yoongi não respondeu, apenas virou para o lado ignorando a pergunta. Eles eram amigos de longa data e o conde facilmente jogaria alguns xingamentos para o mais alto em particular, mas estavam em público e teria que respeitar a hierarquia por enquanto.
Quem estava ao seu lado o abraçando era ninguém menos que Kim Namjoon o Duque de Solar e Lorena, dono dos dois maiores territórios do reino e também os mais difíceis de se administrar. Eram terras pouco férteis e em constante conflito com as regiões vizinhas, sem contar as rixas por demarcação de entre as famílias menores que os ocupavam.
Não por acaso foram dadas à ele, o mesmo tinha ficado conhecido por cair nas graças do rei após dissuadir muitas das vontades inconsequentes do príncipe herdeiro durante a adolescência, e evitar brigas entre os membros da família real. Ele ainda era um jovem filho de lorde na época, mas tinha habilidade para lidar com conflitos, então para testar suas capacidades, o rei atribuiu a ele a liderança de terras que nenhum dos duques anteriores foram capazes de apaziguar.
Muitos nobres diziam que viver naquelas demarcações era mais como um castigo do que realmente um presente, mas o duque não se importava, a única coisa que queria era fazer parte da corte, e o título de Duque lhe dava esse direito, tendo a liberdade de visitar o palácio quando quisesse.
No entanto, o fato de ele não ter ganho o título por hereditariedade o fazia ser o homem mais respeitado em um raio de 100 km, pelo menos por aqueles de hierarquia abaixo.
E ainda assim, Yoongi queria xinga-lo agora. Não importava se era um duque ou o que fosse, também era um amigo próximo com quem tinha intimidade para agir como quisesse.
Ele empurrou o braço do mais alto tentando se livrar, e com isso acabou deixando seu ticket de aposta cair no chão, bem debaixo dos olhos do duque.
Os dois se abaixaram para pegar o pedaço de papel, mas o rapaz alto de cabelos castanhos escuros foi mais rápido.
Min Yoongi estalou a língua mais uma vez, prevendo a provocação que viria.
- Agora entendo o porquê do mal humor. - Namjoon sorriu com o canto da boca enquanto lia os números no ticket- eu achei que tínhamos apostado no mesmo cavalo, mas parece que o conde estava se sentindo um pouco rebelde hoje.
Ele balançou o papel na frente do Sir. Min, que pegou e enfiou no bolso de uma vez.
- Não adianta chorar agora, você quem escolheu os números.
- Namjoon... - o conde falou entre dentes.
- Como? - o outro fingiu não ouvir, se divertindo com as caretas que o mais velho fazia.
- Se Vossa Excelência me permite, gostaria que não me tratasse como criança em público. - O conde abriu um sorriso torto e cheio de raiva que fez o alto cair na gargalhada, mostrando suas covinhas bem marcadas.
Depois de se divertir conversando com seu melhor amigo, o duque virou para o grupo da qual tinha se separado e levantou a taça de champanhe pega da mão de Yoongi.
- Por que não comemoramos essa grande vitória em minha residência, em Mont Fall? Estão todos convidados!
Uma salva de palmas e elogios soou pelo camarote, para o desconforto do conde de Santa Fé e, antes que ele pudesse fazer algo, Namjoon se virou com um sorriso implicante.
- Não pense em fugir, eu disse todos.
Os olhos afiados do mais alto não davam espaço para dúvida, ele queria ver Yoongi na festa, por mais que o outro detestasse esse tipo de evento.
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Mont Fall, território real Del'lunna .
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Quando o Conde chegou em Mont Fall e viu aquele mar de gente entrando e saindo pelas portas do palácio, se perguntou como o duque tinha tanta certeza que ganharia a aposta da corrida. Não havia como uma festa daquele porte ter sido improvisada em poucas horas. Ou talvez seus empregados estivessem tão acostumados com seu estilo de vida que que já tinham tudo preparado para qualquer evento.
Yoongi desceu da carruagem e caminhou pelos jardins, levando o máximo de tempo possível para chegar até o salão principal. Quanto mais ele pudesse ficar longe da multidão que se concentrava ali, melhor seria. Não que detestasse pessoas ou algo do tipo, mas já tinha batido sua cota de eventos sociais na corrida de cavalos e não havia começado aquele dia com planos de termina-lo em uma festa.
Na verdade, raramente as frequentava se sua presença não fosse exigida, preferia ambientes menos agitados e caóticos.
Ele suspirou vendo as pilastras brancas que adornavam a entrada principal do palácio de Mont Fall refletirem a luz vinda lá de dentro. Aquela não era a residência principal do Duque, mas certamente era a que mais usava, já que ficava perto do palácio real e era meio caminho quando tinha que fazer viagens a negócios.
Em nada perdia para qualquer palacete da região quando se tratava de beleza e requinte. A grande construção de paredes brancas e janelas pintadas em cinza-azulado tinha três andares e incontáveis quartos, todos cuidadosamente decorados para receber a alta nobreza. Os jardins eram um dos pontos altos da propriedade, se estendiam ao redor de toda a casa, criando diferentes nichos e ambientes para quem quisesse explora-los, servindo de inspiração até mesmo para o jardineiro real.
Pouco antes de subir a escadaria de pedra branca que levava à entrada principal, Yoongi ouviu um grupo de jovens conversando na varanda. O que chamou sua atenção foram as roupas, eles ainda usavam as calças apertadas e blusas coloridas típicas de jóquei, mas agora limpas, e falavam alegremente sobre algo que ele não prestou atenção.
Aquilo abriu um pequeno sorriso no rosto do conde. Uma coisa que admirava em seu amigo era que, apesar de fazer parte da alta sociedade agora, ele não se colocava acima dos outros. Fazia questão de que quando convidava a todos, eram todos mesmo, não importando o status ou hierarquia. E dava para ver que era um bom anfitrião, pela forma que os jovens riam confortavelmente, não se sentindo pressionados pela diferença de posições.
Min Yoongi se voltou para a entrada do salão, de onde vinha o som de música, conversa e das pessoas dançando. Do cômodo agitado saíram duas jovens de braços dados cochichando, e ele sem querer ouviu.
- Será que mamãe vai brigar comigo por dançar com ele?
- Ela lhe trancaria em casa se soubesse que dançou com um plebeu!
As duas seguiram pelo corredor apressadamente em pequenos saltos e rindo baixinho, como lebres de inverno em sua vestimenta clara.
A pesar de um pouco infantis, o conde sempre achou a delicadeza das moças mais agradável do que a grosseria masculina, desde a forma de falar até as sedas farfalhantes das suas roupas.
Sem mais distrações, ele adentrou o salão, sendo imerso na música e risadas que pairavam no ar.
O festival de cores claras das sedas nos vestidos brilhava de uma ponta a outra do grande ambiente, sendo apenas realçadas pela luz que vinha das lâmpadas elétricas nos castiçais ao longo da parede, exibindo a riqueza e modernidade de Mont Fall. No teto descia um grande candelabro de cristal que tilintava ao ritmo das músicas mais enérgicas, com os pequenos saltos dos jovens que dançavam empolgadamente.
Olhando ao redor Yoongi não encontrou nenhum rosto conhecido, até sentir tapas no seu ombro e virar, se deparando com um rapaz de sorriso peculiar.
- Lorde Kim - o conde falou com surpresa e o outro lhe fez uma reverência.
- É bom vê-lo aqui Sir. Min, meu irmão raramente consegue trazê-lo para uma de suas festas. - o mais jovem falou empolgado.
Lorde Kim Taehyung era o irmão mais novo do barão de Solar e Lorena, mas diferente do outro, ele tinha uma estrutura delicada e voz calma, que agradava muito o conde. Sua pele bronzeada e cabelo castanho escuro lembravam um pouco o irmão mais velho, apesar de seus traços físicos serem bem diferentes.
Por outro lado, ambos compartilhavam uma paixão perdida por festas. Enquanto um gostava de promovê-las, o outro sabia aproveitar como ninguém, quase sempre sendo censurado pelos olhos de uma sociedade que prezava pelo recato das damas e discrição dos homens cada vez mais. Não era raro ouvir o nome do mais jovem sendo mencionado no dia seguinte aos eventos por jovens apaixonadas ou em acontecimentos escandalosos.
Mas nada disso parecia verdade olhando para o lorde, a expressão confiante que sempre decorava seu rosto já bonito faria qualquer um pensar que o mesmo nunca tivesse cometido um ato falho na vida.
- Não tive a liberdade de escolha dessa vez, ele fez questão de me convidar pessoalmente. - Yoongi sorriu sem vontade - e você, como conseguiu a aprovação de sua mãe para voltar à sociedade? Achei que depois do último escândalo ela o prenderia nas masmorras.
A expressão amigável do lorde se desfez com o último comentário e ele se demorou com a bebida antes de voltar a falar.
- Não poderia me impedir de frequentar a festa do meu próprio irmão... e além do mais, não é como se eu tivesse feito algo errado.
- Ser pego na cama da condessa com outras duas criadas não é exatamente algo certo aos olhos da corte. E principalmente aos olhos do conde de Nara.
O mais novo pigarreou sem jeito.
- Boatos... Só se tornam verdade quando se espalham.
Ele fez um sinal de silêncio com o dedo sobre os lábios e Yoongi negou incrédulo. Logo em seguida se curvou, sussurrando ao pé do ouvido do mais velho.
- Mas posso garantir que não era na minha pessoa que a condessa estava interessada. - O mais alto voltou à sua pose original, falando distraído. - Chego a me perguntar se eu não estava lá como um bode expiatório, isso sim.
- Isso não muda o fato de que você estava lá.
Kim Taehyung deu de ombros e os dois ficaram em silêncio, olhando os casais dançarem no salão. Era melhor cortar o assunto antes que começassem a se alfinetar no meio da festa.
Não muito tempo depois, duas moças jovens e bem vestidas se aproximaram com sorrisos tímidos, carregando seus cartões de dança presos ao pulso.
- Conde Min, Lorde Kim - ambas fizeram reverência e voltaram a sorrir.
- Lady Wood e Lady Lee, que surpresa agradável - Taehyung as cumprimentou e Yoongi se sentiu aliviado pela proatividade do seu amigo, já que não lembrava o nome das damas, a pesar de já terem sido apresentados em eventos anteriores.
Ambas pareciam recém apresentadas à sociedade, seus rostos denunciavam a juventude de quem acabou de sair da infância e entrava no mundo de normas e jogos da sociais sem perceber seu perigo. Ainda tinham uma empolgação inocente de quem está deslumbrado pelo brilho e atenção que só as primeiras festas ofereciam.
O conde notou que seus vestidos eram do mais fino tecido e bem decorados.
Lady Lee carregava talvez o traje mais elegante e requintado da noite. A gola bertha deixava parte de seus ombros visíveis e era decorada por uma cascata de renda com um camafeu peso no centro, enquanto as longas luvas brancas lhe davam um ar recatado comum para a moda da época. Só podia imaginar que a casa dos Lee estava triunfando em todos os aspectos, e queria mostrar isso nas jóias cravejadas e no tecido bordado com fios de ouro que a jovem usava. Sem dúvidas seria a dama mais cobiçada pelos que procuravam um bom dote ou uma boa aliança familiar.
- Os senhores estão esperando para dançar? - Lady Wood perguntou, mas seus olhos não saíram do rosto do Lorde Kim enquanto falava.
- Infelizmente eu ainda não encontrei uma bela jovem para ser meu par - Lorde Kim falou fingindo uma expressão triste, que mudou logo em seguida - mas se a senhorita estiver disposta a solucionar esse problema... - ele estendeu a mão para lady Wood, que foi aceita com entusiasmo.
Enquanto isso Lady Lee lançava olhares ao conde, sendo respondia com total indiferença. Farta de esperar que ele tomasse uma atitude e inflada pela confiança que só crescia com as bajulações durante a festa, a jovem se tomou a iniciativa.
- E o Conde Min, não dançará?
- Não se eu puder evitar. - Ele respondeu distraído, sem dar muita atenção.
O sorriso inocente que a dama tinha no rosto desapareceu com o choque e aos poucos suas bochechas ganhavam um tom ainda mais rosado do que a maquiagem.
Um silêncio tomou conta entre eles e, vendo os olhos da jovem se encherem de frustração, Lorde Kim interferiu.
- O Conde torceu o tornozelo durante a cavalgada, não pode dançar hoje. - o mais alto falou rapidamente - mas Lady Lee me daria a honra de uma dança? Se já não estiver ocupada pela noite inteira, é claro.
Taehyung sorriu e viu o brilho voltar aos olhos da dama, que assentiu timidamente e voltou a ficar de braços dados com a amiga. Pela sua reação, aquela era uma das suas primeiras decepções ao se projetar na sociedade e lembraria por muito tempo.
Os três seguiram para o centro do salão e o lorde mandou alguns olhares de reprovação a Yoongi, antes de sumir na multidão.
O conde soltou um suspiro pesado. Estava sozinho de novo, e agora se sentindo pior do que entrou. Não queria magoar Lady Lee, mas dançar estava fora de cogitação para alguém como ele. Amava música, tocava e até compunha algumas, mas não conseguia se imaginar dançado na frente de tantas pessoas.
Ele olhou para cima e além de belíssimos lustres e abóbodas decoradas, viu que o salão principal abrigava um balcão superior. Era lá que ficaria para fugir da multidão e evitar decepcionar mais jovens.
No caminho para as escadas bebeu uma taça de champanhe e pegou mais outra quando chegou. Se tinha uma coisa que apreciava nas festas era poder beber livremente, primeiro porque gostava e segundo porque fazia o tempo passar mais rápido.
Lá de cima debruçado no para-peito podia ver todos dançando animadamente ao compasso dos músicos. Era bonito, ele apreciava o ritmo e os movimentos que os casais faziam em sincronia, era como ver as flores no campo quando a brisa corria fazendo-as se curvar e subir.
Em um dos cantos do salão pôde ver que Taehyung já não tinha apenas Lady Wood e Lady Lee ao seu lado, as damas se amontoavam ao redor do jovem em uma esperança de um olhar que o conquistasse ou ao menos chamasse sua atenção.
Yoongi soltou uma risada irônica, via o amigo cercado de damas mas sabia que nenhuma delas estava autorizada a se casar com ele, seus pais jamais as deixariam cair nas mãos de um lorde libertino como os folhetins o descreviam. Talvez nem as próprias jovens o quisessem como marido, mas cobiçavam tê-lo como pretendente e talvez até amante.
De certa forma Yoongi se sentia aliviado por não estar envolvido nessas teias sociais. Claro que recebia uma proposta ou outra, era um conde e dono de uma grande fortuna afinal, mas como não costumava frequentar a sociedade, aos poucos as mães casamenteiras iam se esquecendo dele.
Mesmo os retratos que lhe eram oferecido das damas solteiras não vinham com grandes esperanças de serem aceitos ou correspondidos. As debutantes não ouviam falar muito dele e em seu imaginário certamente o viam como uma pessoa fria e carrancuda, que gosta de se isolar no próprio castelo.
Podia ser uma decepção para os pais, mas podia imaginar as jovens suspirando de alívio ao saberem que não seriam obrigadas a se casar com um estranho e se mudarem para o interior.
Perdido nos próprios pensamentos, Yoongi foi puxado para a realidade por uma voz desconhecida, vinda do outro lado da pilastra que se apoiava.
- Essa já é a segunda dança dela, espero que não me envergonhe mais aceitando outra dança com aquele plebeu.
Pela voz parecia uma senhora, provavelmente parente da tal jovem.
"Ah claro, como pude esquecer desse tipo de gente..." o conde pensou. As coisas estavam tão tranquilas até agora que o mesmo tinha esquecido de uma das coisas que mais detestava em bailes da alta sociedade. Além do barulho e da multidão, ele não suportava o preconceito entre status que esses eventos proporcionavam.
A maior parte dos nobres tinha um desprezo irremediável pela burguesia ascendente, principalmente porque muitos podiam bancar roupas e jóias tão caras quanto as deles, dando a impressão de estarem no mesmo status social. Em alguns casos, a riqueza que vinha do comércio e das fábricas era ainda maior do qua a herança de alguns nobres.
- O duque foi generoso o bastante em convidar a todos, mas essa gente deveria saber se portar melhor e não se misturar.
- Certamente o rapaz oportunista está a procura de uma moça inocente para poder subir na sociedade.
Os comentários seguiram cada vez piores e o conde estava prestes a sair de perto, mas um específico chamou sua atenção.
- Ele nem ao menos tirou seu uniforme de corrida.
Inconscientemente Sir Min começou a procurar os jóqueis pelo salão, talvez fosse tão ruim quanto as senhoras que falavam, pois estava curioso em ver os competidores em um ambiente tão estranho à eles como um baile da nobreza, e queria saber como se portariam.
Mas encontrou apenas um dos rapazes, bem no centro, dançando.
Ele destoava tanto a ponto do conde se perguntar como não o tinha notado antes. Seu cabelo era castanho avermelhado, calças justas brancas e blusa verde com o número sete bordado nas costas. O conde ficou boquiaberto quando notou que era o mesmo número do seu cavalo preferido, que ganhou a corrida horas atrás o fazendo perder dinheiro.
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